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A caravana de imigrantes da América Central rumo aos EUA: uma crise de proporções continentais

A caravana de imigrantes da América Central rumo aos EUA: uma crise de proporções continentais

Conteúdo postado em 25/10/2018

Olá, sapientes!

 

Na coluna de Atualidades de hoje, voltaremos a falar sobre a questão dos imigrantes nos Estados Unidos.

 

Na última semana, uma grande onda de imigrantes deixou seus países de origem em busca de melhores condições no país da América do Norte. Trata-se principalmente de hondurenhos, salvadorenhos e guatemaltecos. Segundo a ONU, são mais de 7 mil migrantes centro-americanos que estão chegando na fronteira sul do México. Mas a grande maioria usa o México apenas como passagem: seu destino final são os Estados Unidos.

 

A reação do presidente americano Donald Trump tem sido ferrenha

 

Por meio de sua conta no Twitter, o mandatário vem adotando tom incisivo contra a caravana, afirmando que nenhum dos migrantes será autorizado a entrar no país. As críticas vão principalmente aos governos dos países centro-americanos, que, segundo ele, “não estão cumprindo seu papel”. O México também não foi poupado, já que para o presidente, o país deveria se esforçar mais na detenção dos migrantes.

 

O tema da migração tem aparecido constantemente na mídia americana, de maneira polarizada. Isso ocorre porque as eleições legislativas, as chamas midterms, ocorrerão em menos de duas semanas. Tanto democratas quanto republicanos fazem uso da questão migratória para atrair seu eleitorado: estes fazendo menção aos riscos da entrada de migrantes, aqueles abordando o aspecto humanitário da questão.

 

Trump também tem se envolvido pessoalmente, participando de diversos comícios de seu partido, o Republicano. Segundo analistas, o presidente parece acreditar que as midterms serão uma espécie de plebiscito do seus dois anos de governo.

 

As caravanas também podem trazer consequências ainda mais sérias para a América Central

 

Pelo Twitter, Trump ameaçou cortar os recursos enviados à Guatemala, a Honduras e a El Salvador caso esses países não tomassem medidas efetivas para conter seus nacionais. A ameaça pode servir no curto prazo para atrair votos aos republicanos, mas pode piorar a situação nos anos seguintes: os programas servem majoritariamente à população mais pobre, em ações de desenvolvimento. Sem eles, as ondas migratórias podem aumentar ainda mais.

 

Dado o perfil controverso de Trump, é possível que tudo não passe de um blefe, servindo tanto para as autoridades centro-americanas agirem como para atrair votos. No entanto, dados colhidos pela ONG Escritório de Washington para a América Latina (WOLA, na sigla em inglês) apontam que a ajuda financeira repassada ao triângulo norte da América Central (justamente Guatemala, Honduras e El Salvador) já vem diminuindo desde 2016.

 

Os governos dos três países têm reagido aos eventos

 

No último sábado (20 de outubro), Honduras e Guatemala firmaram acordo para garantir retorno seguro a seus nacionais que decidam retornar. Os interessados seriam deslocados da fronteira entre México e Guatemala até a fronteira Guatemala-Honduras. Já o presidente de El Salvador, Salvador Sánchez Cerén, disse apoiar a decisão dos migrantes e se opor ao plano de Trump.

 

Diante dessa difícil situação na América Central, é preciso ressaltar que o direito à migração é legal e garantido pelo direito internacional. Ao mesmo tempo, como os países são soberanos, cabe a eles definir a gestão de suas fronteiras e os critérios de entrada. O importante é garantir a dignidade daqueles que tomaram a difícil decisão de deixar seus lares e buscar melhores condições de vida.

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