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A importância da Divisão de África para as relações do Brasil com o continente africano

A importância da Divisão de África para as relações do Brasil com o continente africano

Olá, futuros diplomatas.

 

Não é segredo para ninguém que as relações do Brasil com a África iniciaram de forma dolorosa. A economia brasileira foi intensamente dependente do tráfico de escravos desde o século XVI, mas o Brasil começa a se afastar da África no séc. XIX. Por isso, a criação da Divisão de África foi tão importante para reaproximar o país do continente. Esse tema é importantíssimo para o CACD, então, vamos relembrar mais alguns detalhes do contexto da criação da Divisão de África do Itamaraty!

 

Em 1825, no tratado de reconhecimento de Portugal da independência do Brasil, ficou acordada a obrigação do Brasil de se afastar das colônias portuguesas na África. E com a lei Eusébio de Queirós, em 1850, quando o tráfico atlântico de escravos foi definitivamente proibido, o Brasil se afastou ainda mais do continente.

 

Só em 1946, durante o governo Dutra, o Itamaraty começou o esforço para retomar as relações com a África ao definir acordos comerciais com a África do Sul. Porém, apenas no governo Jânio Quadros, durante o período da Política Externa Independente (PEI), o Brasil começou a focar no estabelecimento de laços com a África como um todo. Em 1961, a Divisão de África do Itamaraty e o Instituto Brasileiro de Estudos Afro-Asiáticos (IBEAA) são criados, além de haver a inauguração de três embaixadas em países africanos: Accra (Gana), Dacar (Senegal) e Lagos (Nigéria).

 

Os esforços da diplomacia brasileira na reaproximação com a África foram recompensados com o aumento anual de 19,7% das exportações durante a ditadura militar. É bastante claro o papel da Divisão de África do Itamaraty no resultados desses números. 

 

Relação do Brasil com a África hoje


A parceria do Brasil com a África tem grande potencial para garantir um crescimento econômico sustentável ao país ao longo dos próximos anos e décadas, já que a África é uma das últimas regiões a se urbanizar e industrializar e, consequentemente, é uma das que mais cresce no mundo hoje.

 

Entre 2005 e 2015, cerca de 500 empresas brasileiras se instalaram em países africanos. Para facilitar o processo, desde 2007, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) oferece crédito a empresas brasileiras que atuam no continente. Os países com a maior presença de empresas brasileiras são Angola, Gana, Moçambique e África do Sul. O comércio nessa relação é principalmente baseado em comida, animais, máquinas, ferro, combustíveis fósseis e produtos do setor de transportes. 

 

O Brasil hoje tem de lidar com a crescente presença da China e dos Estados Unidos no continente, gerando maior concorrência para os investimentos e exportações brasileiras. Apesar disso, o potencial da África leva a pensar que parcerias econômicas e comerciais mais estratégicas e inteligentes, focadas em produtos de maior valor agregado, e a formação de parques industriais brasileiros na África podem ser bastante vantajosos para todas as partes. Sendo assim, o papel da Divisão de África não deixa de ser relevante.

 

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Até a próxima!

 

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