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A revolução dos guarda-chuvas e o futuro de Hong Kong

A revolução dos guarda-chuvas e o futuro de Hong Kong

Conteúdo postado em 22/11/2018

A história de Hong Kong é bastante única: por muito tempo, a região foi posse do Império Britânico. Mas, mediante acordo, desde 1997 Hong Kong voltou a ser parte da República Popular da China. Apesar disso, Hong Kong integra a China como uma Região Administrativa Especial, o que significa que mantém um status diferente do resto do país, sob o princípio de “um país, dois sistemas”.

 

Como parte do Império Britânico, Hong Kong adquiriu certa autonomia, permitindo mesmo o cultivo de instituições democráticas, como um judiciário independente e maior liberdade em eleições. No entanto, pouco a pouco o governo central chinês vem aumentando seu controle sobre a cidade. Foi na esteira dessa maior ingerência que surgiu a revolução dos guarda-chuvas

 

O que foi a revolução dos guarda-chuvas

 

O movimento do Occupy Central, surgido em 2013, era composto basicamente por três integrantes: Chan Kin-man, de 59 anos, professor de Sociologia; Benny Tai, de 54 anos, professor de Direito; e Chu Yiu-ming, pastor batista de 74 anos. Seu pleito principal era garantir o sufrágio universal na escolha do chefe de governo de Hong Kong, o qual é apontado por um comitê alinhado à China continental.

 

O grupo convocou a população para ocupar de forma pacífica o distrito financeiro de Hong Kong, e acabou contando com milhares de pessoas, inclusive jovens e integrantes do movimento estudantil. O movimento entrou em conflito com a polícia: em muitos desses confrontos, os ativistas usavam guarda-chuvas para se protegerem do uso do spray de pimenta por parte da polícia — daí o nome do movimento.

 

O julgamento

 

Desde 2014, vários dos líderes do movimento vêm sendo indiciados por acusações de perturbação da ordem pública, algumas delas previstas em leis da era colonial. Na segunda-feira (19), foi dado início ao julgamento dos “9 dos guarda-chuvas” — nove pessoas que estiveram à frente dos protestos de 2014, incluindo os três membros do Occupy. Na entrada do tribunal, diversas manifestantes compareceram, entoando gritos pró-democracia. Os acusados se declararam inocentes. As penas podem chegar a até seis anos de encarceramento.

 

As relações entre China e Hong Kong

 

Muita coisa mudou nos mais de vinte anos de controle chinês em Hong Kong. Quando retornou ao domínio chinês, Hong Kong possuía níveis econômicos muito melhores que as maiores cidades chinesas e correspondia sozinha por 27% do PIB chinês. O quadro é bem diferente hoje em dia: Hong Kong ainda mantém um elevado nível de desenvolvido, mas que já foi alcançado por Zonas Econômicas Especiais como Xangai e Cantão. Hoje, Hong Kong só responde por 3% da economia chinesa.

 

Desde sua subida ao poder, o presidente Xi Jinping tem aumentado o nível de controle do governo tanto no território interno quanto nas relações internacionais, e isso influencia a relação com Hong Kong. Apesar de possuir seu status especial, diversos especialistas afirmam que as liberdades desfrutadas pelos cidadãos de Hong Kong vêm sendo cada vez mais esvaziadas.

 

Não se sabe ainda como a China se portará diante de uma Hong Kong autônoma, mas já se percebe que as mudanças recentes não vem satisfazendo os moradores da cidade.

 

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