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As ações do G20 diante da crise do Coronavírus

As ações do G20 diante da crise do Coronavírus

Conteúdo postado em 08/04/2020

Olá, futuros diplomatas! 

 

Você sabia que no final de março, os líderes do G20 se encontraram para falar sobre as consequências causadas pelo novo coronavírus e como lidar com elas? Ter conhecimento sobre esse assunto é essencial para quem está estudando para o Concurso do Itamaraty. Confira o artigo de hoje para entender melhor o que aconteceu!

 

Se antes já era possível perceber a interligação do equilíbrio ambiental do planeta e o crescimento da interdependência entre economias, agora, com o surgimento do COVID-19, percebemos também que a saúde e o bem-estar das populações está cada vez mais interconectado. Economia, saúde e meio ambiente são três fatores interdependentes e já é evidente que investir em um desses pilares e desconsiderar os outros é insustentável.

 

Quem imaginaria que após mais de 100 anos sem pandemias sistêmicas e, com a evolução da medicina atual, uma crise nas proporções da Sars-Cov-2 poderia ocorrer novamente? A exemplo da gripe espanhola do início do século XX, o COVID-19 vai ficar para a história como a pandemia deste século.

 

O vírus surgiu em dezembro do ano passado na cidade de Wuhan, capital da província de Hubei, no centro da China, mas em janeiro ainda não era possível imaginar a dimensão que a pandemia poderia alcançar. Nesse cenário, os economistas já apontavam uma possível nova crise mundial devido ao peso da China nas cadeias globais de valor. Surgiu, nessa atmosfera de incertezas, a necessidade dos Estados, em um esforço conjunto, colocarem em prática medidas de contenção de perdas e de estímulo inimagináveis.

 

Com o número de casos contabilizados de mortes pelo coronavírus crescendo a cada dia em cerca de 200 países, os líderes do G20 organizaram uma reunião extraordinária em 26 de março, para coordenar estratégias com o intuito de combater a pandemia e evitar o agravamento do cenário econômico e financeiro. A reunião, é claro, foi por videoconferência. Nesse artigo, destacamos os pontos mais importantes da declaração oficial resultante dessa reunião organizada em Riyadh, na Arábia Saudita, que ocupa a presidência do G20 para este ano. 

 

Resultados da reunião extraordinária

 

Um dos pontos principais da reunião do G20 foi a busca pelo fortalecimento da cooperação internacional, já que, com o nível de interdependência atual da economia global, mesmo se o COVID-19 não tivesse se espalhado sistematicamente, uma crise econômica causada pelo vírus poderia afetar estruturalmente o sistema como um todo. Por isso, o rei saudita, Salman bin Abdulaziz Al Saud, abriu a cúpula falando sobre a necessidade de manter o fluxo comercial.

 

Como resultado, ficou decidido que, diante de um cenário em que a melhor estratégia para evitar a propagação da doença é o reclusão, os países devem enfrentar o desafio de evitar o avanço de medidas protecionistas impulsionadas pelo fechamento das fronteiras. Nesse sentido, os líderes do G20 discutiram sobre a necessidade de facilitar a entrada de bens e serviços entre países, principalmente aqueles relacionados à saúde e higiene. Contribuindo para essa discussão, Xi Jinping, presidente da República Popular da China, fez um apelo pela diminuição das taxas aduaneiras para atingir esse propósito.

 

A diretora do FMI, Kristalina Georgieva, contribuiu com a fala do presidente chinês afirmando que a profundidade da contração e a rapidez da recuperação vão depender da contenção da pandemia, além da força e coordenação das políticas monetárias e fiscais.

 

Além dos integrantes do G20, representantes da Organização Mundial da Saúde, das Nações Unidas, do Banco Mundial, do Fundo Monetário Internacional, da Organização Internacional do Trabalho, entre outras organizações internacionais, também participaram da reunião com o objetivo de consolidar um pacote de medidas de cooperação financeira rápido e eficiente para responder às demandas atuais e para amenizar o risco de uma recessão mundial. 

 

O G20 comprometeu-se em disponibilizar 4.8 trilhões de dólares (o equivalente a cerca de 25 trilhões de reais) para a manutenção de medidas econômicas e fiscais específicas e para combater os impactos sociais, econômicos e financeiros da pandemia. Uma parte considerável dos recursos será enviada ao Fundo de Resposta à Solidariedade para a COVID-19 da OMS, à Coalizão de Preparo e Inovação para Epidemias (CEPI) e à Aliança Global para as Vacinas e Imunização (GAVI). O bloco incentiva que os Estados, organizações internacionais, setor privado, filantropia e indivíduos também contribuam com esses organismos.

 

Além da cooperação comercial e financeira, os integrantes do G20 e as organizações internacionais comprometeram-se em fornecer dados epidemiológicos e clínicos, compartilhar insumos para facilitar o trabalho de pesquisa de urgência, além de implementar plenamente o Regulamento Sanitário Internacional da OMS (RSI 2005). Outra área de atuação tratada foi a do incentivo à produção de suprimentos médicos e garantia da manutenção de preços acessíveis para esses insumos.

 

Em relação à cúpula virtual, o Diretor-Geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, também manifestou a importância da cooperação nas circunstâncias atuais, afirmando que o compartilhamento de experiências, conhecimentos e recursos, e o trabalho em conjunto para manter as linhas de suprimentos abertas são ações essenciais no combate à pandemia. Ele defendeu também a relevância da aceleração da produção global de ferramentas necessárias para salvar vidas.

 

A reunião também discutiu sobre a necessidade de criação de políticas para proteger as nações de novas epidemias. Ficou decidido que, em cúpulas posteriores, serão discutidas formas para criar um sistema eficiente com a finalidade de responder a possíveis surtos de doenças infecciosas. Os Estados, dessa forma, foram incentivados a aumentar os gastos com a preparação para novas epidemias.

 

Outro ponto central da cúpula foi a preocupação com a África e pequenos Estados insulares, que apresentam sistemas de saúde e economias menos capazes de lidar com a pandemia, assim como refugiados e deslocados, considerados grupos mais vulneráveis. A demanda por assistência técnica e humanitária às comunidades em maior risco de vulnerabilidade por dívida, devido aos projetos de combate à pandemia, mostra-se como um desafio para a superação da pandemia.

 

No tocante a essa questão, o presidente do Conselho Europeu, Charles Michel, e a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, declararam que a União Europeia, como representante dos países que estão, no momento, no epicentro da crise global do COVID-19, está comprometida com a cooperação internacional e continuará a ajudar países e comunidades vulneráveis em todo o mundo, especialmente na África, a enfrentar a pandemia.

 

Mostrando a relevância da agilidade no contexto atual, a presidência saudita organizou uma segunda reunião virtual, agora apenas com os Ministros das Finanças e os presidentes dos Bancos Centrais dos países membros. Essa segunda cúpula ocorreu no dia 31 de março e teve o objetivo de acompanhar os resultados do primeiro encontro, bem como agilizar a implementação de políticas em conjunto acordadas. Da mesma forma, os Ministros da Saúde continuarão com reuniões constantes até a próxima ministerial, que será realizada em abril.

 

O que é o G20?

 

Originado em 1999 como uma reunião em nível de ministros das finanças e presidentes dos Bancos Centrais, o G20 foi criado para permitir o diálogo e a cooperação em questões financeiras. Após a crise financeira global de 2008, o G20 recebeu bastante destaque e passou a incluir os chefes de Estado dos países membros.

 

O grupo representa hoje cerca de 80% da produção econômica mundial, dois terços da população global e três quartos do comércio internacional. Todos os anos, os representantes dos países do G20 se reúnem para discutir questões financeiras e socioeconômicas.

 

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Até a próxima!

 

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