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Dicionário de Economia para o CACD

Dicionário de economia para o CACD: Modelo de Mundell-Fleming

Dicionário de economia para o CACD: Modelo de Mundell-Fleming

Conteúdo postado em 17/01/2022

Olá, sapientes!

 

O modelo de Mundell-Fleming é mais conhecido como o modelo IS-LM-BP. É o modelo IS-LM em uma economia aberta, que é integrada ao comércio mundial, onde IS (investments and savings) é a política fiscal, LM (Liquid Money) é a política monetária e a BP é a balança de pagamentos.

 

Nesse modelo econômico, fatores como câmbio fixo ou flexível, mobilidade perfeita ou imperfeita de capitais devem ser levados em conta antes de começar a análise dos efeitos da política monetária e fiscal para a economia.

 

Pois bem, vamos começar explicando algumas ideias centrais desse modelo, do cenário mais simples para o mais complexo.

 

Economias sem mobilidade de capitais

É uma situação em que há algum impedimento à mobilidade de capitais. Geralmente, ocorre com regulamentações que proíbem a retirada de investimentos, por exemplo...

 

  1. Quando o câmbio é fixo:

Uma política monetária expansionista é ineficaz. Isso acontece porque um aumento da oferta de moeda, apesar de gerar um aumento na renda e uma diminuição na taxa de juros, também impulsiona as importações e o déficit na balança comercial. E como o banco central dessa economia está comprometido em manter a taxa de câmbio estável, terá que atender à demanda por moeda estrangeira, reduzindo as reservas internacionais e, consequentemente, reduzindo a oferta de moeda em circulação. Em outras palavras, a economia retorna ao seu estado inicial pouco tempo depois.

 

Do mesmo modo, uma política fiscal expansionista também é ineficaz em economias de câmbio fixo e sem mobilidade de capitais. O expansionismo fiscal, nesse caso, influencia um aumento na renda, mas também um aumento nos juros. Como com a política monetária, as importações aumentam e o bacen perde reservas, contraindo oferta de moeda. Sendo assim, para manter o câmbio, a economia termina em um novo ponto de equilíbrio, com juros maiores, menos investimentos e o nível de renda retorna ao seu estado inicial.

 

O contrário aqui também é válido. Uma política fiscal contracionista é eficaz, já que apesar de diminuir a renda também diminui os juros, o que impulsiona os investimentos e a expansão monetária em segundo momento.

 

  1. Quando o câmbio é flutuante:
    Política monetária expansionista é eficaz! O mesmo que já foi dito no cenário anterior acontece, mas a diferença é que, com o câmbio flutuante, a desvalorização da moeda é aceitável, o que melhora o saldo em transações correntes. No final, a economia se restabiliza em um ponto onde o nível de renda é mais alto de modo sustentável.

    Política fiscal expansionista é eficaz! Aquela velha história: gasto público aumenta a renda, o juros e as importações. O déficit gera aqui desvalorização da moeda, que, em segundo momento, dificulta as importações e facilita as exportações e impulsiona os investimentos.

 

Economias com livre mobilidade de capitais

Esse é um caso excepcional, mas que pode acontecer com economias menores. Como a mobilidade de capitais é livre, a entrada e a saída de capitais vai flutuar dependendo do nível de juros internacional. Assim, a taxa de juros nesse caso tende a igualar-se aos juros internacionais.

 

  1. Quando o câmbio é fixo:
    A política monetária expansionista é ineficaz. Como esse tipo de política gera uma queda na taxa de juros e a mobilidade de capitais é perfeita, o que vai acontecer é uma fuga massiva de capitais, atraídos pelos juros internacionais mais altos. E como o câmbio é fixo, o bacen terá de cobrir a maior demanda por moeda estrangeira retirando a moeda corrente de circulação. Isso significa dizer que a economia voltará ao seu estado inicial.

    Política fiscal expansionista é eficaz! Novamente maior renda, juros e importações. Com a livre mobilidade de capitais, em teoria, há uma entrada massiva de capitais atraídos pelos juros mais altos. Consequentemente, para manter o câmbio, o bacen vai emitir moedas para compensar a entrada de dólares. Sendo assim, o novo ponto de equilíbrio da economia será com uma renda maior, mas com a taxa de juros voltando ao nível inicial.

 

  1. Quando o câmbio é flutuante:
    A política monetária expansionista é eficaz! Igual como acontece com economias sem mobilidade de capital, mas com câmbio flutuante, essa política vai gerar uma desvalorização cambial e uma consequente expansão das exportações e do investimento.

    Política fiscal expansionista é ineficaz! Expansão nos gastos públicos gera superávit no balanço de pagamentos, aumentando a renda e os juros, como já foi dito. Juros mais altos atraem capitais e desincentivam os agentes econômicos a pouparem. Isso é convertido em uma maior procura da moeda nacional para consumo, o que gera inflação de demanda e, em um segundo momento, os preços mais caros vão gerar redução na demanda e no investimento. O resultado disso é uma economia que retorna ao equilíbrio inicial de juros e renda.

 

Economias com imperfeita mobilidade de capitais

Costuma ocorrer com economias maiores, onde imperfeições no mercado afetam a mobilidade dos capitais. Nesse caso, geralmente há uma maior dependência de recursos externos para equilibrar o balanço de pagamentos, já que elevações do nível de renda costumam impulsionar as importações e gerar déficits na balança.

 

  1. Com o câmbio fixo:
    Política fiscal expansionista é eficaz. Nesse caso, é preciso observar a elasticidade do balanço de pagamentos, ou seja, quanto mais inelástica for a BP, menos mobilidade de capitais vai haver, resultando em juros mais altos e menor renda do que seria se a BP fosse mais elástica. Sendo assim, aqui ocorre um efeito intermediário ao que acontece em economias sem mobilidade de capitais e com perfeita mobilidade de capitais.

    Política monetária expansionista é tão ineficaz como nos outros dois contextos de mobilidade de capitais já comentados. Independentemente da elasticidade da BP, essa política causará um déficit no balanço de pagamentos e o câmbio fixo promoverá um retorno ao equilíbrio inicial, como nos outros dois casos. 

 

  1. Com o câmbio flutuante:
    Política fiscal expansionista é eficaz. Aqui acontece o mesmo que nos outros dois casos com câmbio flutuante, mas como a mobilidade de capitais é imperfeita, o efeito é intermediário. A diferença está, novamente, na elasticidade da BP. Quanto mais inelástica, maior será o efeito sobre a renda e o juros.

    Política monetária também é eficaz! Nesse caso, a elasticidade da BP não faz diferença. A expansão monetária causa déficit em transações correntes, desvalorizando o câmbio. Posteriormente, o câmbio desvalorizado reverte a situação e facilita as exportações ao mesmo tempo que dificulta as importações, incentivando o investimento. No final, a economia entra em um novo equilíbrio, com a taxa de juros mais baixa e um nível de renda maior que o inicial.

 

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