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Novo Chanceler do Brasil: Ernesto Araújo

Novo Chanceler do Brasil: Ernesto Araújo

Conteúdo postado em 14/11/2018

Olá, sapientes!

 

Hoje temos uma confirmação importante para todos os aspirantes à carreira de diplomata: foi anunciado o novo chanceler do governo do presidente eleito Jair Bolsonaro.

 

Em coletiva proferida no Centro Cultural Banco do Brasil de Brasília, o presidente eleito informou que nomeará o embaixador Ernesto Araújo para chefiar o Ministério das Relações Exteriores. O diplomata assumirá a função atualmente ocupada por Aloysio Nunes.

 

Mas afinal, o que é um chanceler e qual sua função para o País? Vem com a gente que o Sapi te conta!

 

Chanceler?

 

Chanceler é o nome comumente atribuído ao ministro das Relações Exteriores. Ou seja, o chanceler é um ministro como qualquer outro, subordinado diretamente ao Presidente da República. O uso do termo chanceler (ou o equivalente em espanhol canciller) para o titular do MRE é uma prática comum em países da América Latina.

 

E qual a função do chanceler?

 

Por estar à frente do Ministério das Relações Exteriores, o chanceler fica encarregado de gerir e implementar a política externa do País. Ele também será seu chefe: direta ou indiretamente, todos os diplomatas respondem ao chanceler — e você será um(a) diplomata um dia, não é mesmo?

 

O chanceler é responsável por toda a estrutura diplomática do Brasil, sejam embaixadas, consulados ou representações junto a organismos internacionais, como a ONU. Cabe a ele representar o Brasil perante o mundo, o que significa que é comum que o ministro esteja em viagens internacionais, assinando acordos ou visitando outros mandatários.

 

O cargo existe oficialmente desde a Independência do Brasil, com algumas mudanças de nome. Durante o Império, era chamado de Negócios Estrangeiros, por exemplo. Por isso, existe uma longa lista de pessoas — todas homens — que já ocuparam a chancelaria.

 

O chanceler mais longevo da história do País foi Joaquim Maria da Silva Paranhos Júnior, o famoso Barão do Rio Branco. Sua gestão durou quase dez anos (de 1902 a 1912), sendo chanceler de quatro governos diferentes. Por sua contribuição à frente do órgão, hoje o Barão é considerado o patrono da diplomacia brasileira.

 

Tem que ser diplomata para ser chanceler?

 

Apesar de existir uma certa tradição de indicar membros do Itamaraty ao cargo de chanceler, não existe nenhuma obrigação de que a chancelaria seja ocupada por um diplomata de carreira. O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, por exemplo, foi chanceler durante o governo de Itamar Franco antes de ocupar a presidência.

 

Também o ex-chanceler José Serra e o atual chanceler Aloysio Nunes são exemplos de indicações de fora do Itamaraty. Já nos governos de Lula e Dilma, todos os chanceleres vieram dos quadros do Ministério das Relações Exteriores. Com a indicação de Ernesto Araújo, retorna a tradição de um diplomata da casa chefiar o Itamaraty.

 

Um pouco sobre a carreira do novo chanceler

 

Indicado pelo presidente eleito, Ernesto Fraga de Araújo, 51 anos, atualmente é Diretor do Departamento de Estados Unidos, Canadá e Assuntos Interamericanos do Itamaraty. Diplomata há 29 anos, ocupará o cargo de Ministro das Relações Exteriores.

 

O embaixador é um admirador da política externa do presidente americano, Donald Trump: em 2017, foi publicado um artigo de sua autoria intitulado Trump e o Ocidente, em que o futuro chanceler exalta a missão assumida por Trump com sua eleição. O artigo foi publicado na Cadernos do IPRI, publicação vinculada ao Itamaraty (o artigo está disponível aqui).

 

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