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O fim da era Merkel se aproxima

O fim da era Merkel se aproxima

Conteúdo postado em 01/11/2018

Olá, sapientes!

 

Na coluna de atualidades de hoje, vamos comentar sobre uma das líderes mundiais mais longevas do mundo pós-Guerra Fria.

 

Há treze anos Angela Merkel comanda os rumos da Alemanha e, indiretamente, da União Europeia. Mas isso está perto de chegar ao fim.

 

Nesta semana, Merkel declarou que deixará a presidência de seu partido, o CDU (União Democrata-Cristã), ainda em dezembro deste ano, cargo que ocupa desde 2000. Além disso, ao término do seu quarto mandato como chanceler, que ocorrerá em 2021, Merkel afirma que não se apresentará como candidata. O que teria levado a mandatária alemã a fazer isso?

A história da CDU 


A União Democrata-Cristã foi o partido que mais esteve no poder desde a Segunda Guerra Mundial. Durante a incorporação da Alemanha Oriental à Alemanha Ocidental, era um democrata-cristão que estava à frente da chancelaria. Helmut Kohl permaneceu no cargo de de 1982 a 1998, e é considerado uma espécie de mentor político de Merkel. Após um breve governo dos social-democratas (a sigla SPD), a CDU voltou a formar governo, com Merkel como chanceler, em 2005. Desde então, a democrata-cristã tem governado a Alemanha com seu estilo conservador e firme, passando por crises severas, como a crise financeira de 2008 e a dos refugiados sírios.

 

O desgaste dos anos recentes

 

Apesar da permanência por mais de treze anos no poder, é visível que a CDU já não governa com a mesma força. Nas últimas eleições federais, ocorridas em setembro de 2017, o partido ainda elegeu a maior bancada, mas longe de obter maioria absoluta. Foram quase seis meses até que Merkel conseguisse formar um governo, em uma coalizão com a  CSU (partido-irmão da CDU na Baviera) e o SPD.

 

Mas o golpe de misericórdia ocorreu nas eleições regionais, realizadas recentemente. Na Bavária, cuja capital é Munique, o partido-irmão CSU perdeu a maioria absoluta que mantinha desde 2013, algo que não acontecia há mais de cinquenta anos. Também em Hesse, onde fica Frankfurt, o partido de Merkel e os social-democratas viram sua hegemonia perder terreno para o Partido Verde e o Alternativa para a Alemanha (AfD).

 

Diante dos resultados inexpressivos, Merkel reconheceu que os números regionais foram afetados pelos problemas a nível federal, como a paralisia do governo. Como era evidente que a pressão por sua saída aumentasse, a chanceler decidiu tomar a dianteira, mas de maneira progressiva: primeiro, a presidência do partido; futuramente, a chancelaria.

 

O futuro para a Alemanha 


Ainda é cedo para definir uma liderança clara para o CDU, apesar de que
seis candidatos já se apresentaram para o cargo. Quanto à chancelaria, a perspectiva não é positiva para os atuais partidos de situação CDU e SPD. Pesquisas mostram projeções pessimistas para quaisquer partidos que representem o establishment. Além disso, o crescimento do AfD como terceira força federal aumenta as ameaças de o país pender para a extrema-direita, algo que contraria o histórico de abertura da Alemanha, atrelado à liderança da UE.

 

Seja qual for a perspectiva do futuro, a saída de Angela Merkel marca, como afirmou a chanceler, “uma virada de página” na história alemã. Resta saber como o próximo capítulo será escrito.

 

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