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Como Ser Um Diplomata: Tutorial Completo

Como Ser Um Diplomata: Tutorial Completo

Olá, Sapientes!

 

Decidir virar um Diplomata não é uma decisão fácil. Por vezes, as dúvidas sobre o que é ser um Diplomata, o que ele faz, como funcionam o concurso e a prova em si, além do que esperar no período pós-aprovação surgem quase que imediatamente.

 

Então, este artigo foi feito para tirar absolutamente todas as dúvidas em relação à carreira diplomática, ao CACD e a tudo que seja relacionado a ele.

 

Vamos lá…

 

O que é e o que faz um diplomata:

 

A primeira coisa é saber o que é de fato um diplomata, o que faz, quais são as suas tarefas e responsabilidades.

 

De modo geral, um diplomata é um representante do Brasil perante outros países. Ele trabalha para o Ministério de Relações Exteriores (Itamaraty) e conduz as relações e os negócios do Brasil com outros países. Representa o seu país junto à outras nações, entidades e organismos internacionais. Também presta serviço consular, que é a prestação de assistência aos brasileiros que estão no exterior.

 

O diplomata pode representar o Brasil tanto em linhas consulares quanto diplomáticas propriamente ditas, respectivamente voltadas à pessoas ou interesses nacionais. São três áreas de atuação diferentes, que englobam inúmeras atividades:

 

- Junto a outros países, em embaixadas e consulados.

- Em organismos multilaterais, como a ONU.

- No próprio Brasil (um diplomata não precisa estar sempre no exterior!)

 

As atividades consulares acontecem, na maioria das vezes, em embaixadas e consulados em países estrangeiros, onde os diplomatas têm como dever principal cuidar dos assuntos que englobam os interesses dos cidadãos brasileiros no exterior.

 

Já o foco da atuação diplomática varia em cada uma das áreas descritas acima. Quando atuando junto a outros países, o diplomata irá priorizar as relações bilaterais, buscando oportunidades de inserção política, econômica e cultural.

Em organismos multilaterais, ele será responsável por buscar a articulação com outros países, de maneira a promover os interesses brasileiros a nível regional e global. No próprio Brasil, o diplomata atuará em questões administrativas do Itamaraty, além de auxiliar na formulação da política externa.

 

Para executar suas funções, é esperado que o diplomata esteja a par das questões internacionais contemporâneas e da posição do Brasil nesse panorama. Ter um bom perfil negociador também é uma importante ferramenta.

 

Também é função de um diplomata evitar confrontos e, se algum ocorrer, buscar a conciliação. O corpo diplomático assessora o governo brasileiro na tomada de decisões no que diz respeito à política internacional, fornecendo-lhe informações continuadas sobre a situação do país no qual está trabalhando.

 

Para ser um diplomata, também é preciso se enquadrar em alguns pré requisitos obrigatórios, que são:

 

  1. - Ser brasileiro nato;
  2. - Ter idade mínima de 18 anos;
  3. - Estar no gozo dos direitos políticos;
  4. - Estar em dia com as obrigações eleitorais;
  5. - Apresentar diploma de conclusão de curso de graduação de nível superior, emitido por universidade brasileira reconhecida pelo MEC.
  6. - Apresentar aptidão física e mental para o exercício das atribuições do cargo, verificada por meio de exames pré-admissionais.
  7. - Estar em dia com as obrigações do Serviço Militar, no caso dos candidatos do sexo masculino;

 

Ser um Diplomata, é, de fato, uma profissão nobre e de grande prestígio, mas iniciar na carreira não é fácil. É preciso, primeiro, ser aprovado no Concurso de Admissão à Carreira de Diplomata (CACD), que é o processo seletivo para ingressar no Itamaraty. 

 

O concurso do Itamaraty:

 

O concurso para entrar na carreira de diplomata é realizado pelo Instituto Rio Branco (IRBr) em parceria com o Centro de Seleção e Promoção de Eventos da Universidade de Brasília (Cespe/UnB). O Concurso de Admissão à Carreira de Diplomata é promovido desde a década de 1940.

 

Embora sofra pequenos ajustes periódicos, o formato do CACD estabilizou-se em uma primeira fase com questões objetivas (chamada popularmente de TPS pelos candidatos), seguida de fases com questões dissertativas. Nos últimos onze anos, o concurso apresentou entre três e quatro fases – em 2018, foram três etapas.

 

Existe uma graduação indicada para prestar o CACD?

 

Não. De fato, existem as formações mais tradicionais de quem presta o concurso, como: Direito, Relações Internacionais, História… mas isso não é um critério avaliativo no concurso. A única obrigatoriedade é que o candidato tenha formação superior. Não importa o curso. Do mesmo jeito que o curso da formação superior não tem caráter classificatório, uma pós graduação também não tem. O ingresso na carreira depende exclusivamente da aprovação na forma de admissão.

 

Primeira fase do CACD:

 

É objetiva, elaborada pelo Cespe a partir de um banco de questões. Em 2018, foram 73 questões, com quatro assertivas cada, distribuídas em duas avaliações - uma de manhã e outra de tarde. Cada avaliação teve três horas de duração e contando com as seguintes matérias: Língua Portuguesa, Língua Inglesa, História do Brasil, História Mundial, Política Internacional, Geografia, Noções de Economia e Noções de Direito e Direito Internacional Público.

 

Cada assertiva pode ser avaliada como “certa ou errada”: acertos rendem 0.25 pontos, enquanto erros subtraem o mesmo valor. Essa etapa, desde 2015, é apenas eliminatória. A pontuação total será usada para eliminar candidatos. Na última edição do CACD, apenas os 260 primeiros colocados na primeira fase foram convocados para a fase subsequente.

 

Segunda fase do CACD:

 

É composta por provas dissertativas de Língua Portuguesa e de Língua Inglesa, com cinco horas reservadas para cada. A prova de Língua Portuguesa consiste em uma redação de 600 a 650 palavras (conforme o tamanho da letra, algo entre duas e três páginas), sobre um tema determinado, além de dois exercícios com respostas entre 120 e 150 palavras.

 

A prova de Língua Inglesa consiste em uma redação de 400 a 450 palavras, sobre tema determinado, além de duas traduções, de português para inglês e de inglês para português, e de um resumo de texto.

 

É preciso atingir pontuação mínima (60 pontos em língua portuguesa e 50 pontos em língua inglesa) para que o candidato seja convocado para a próxima fase e a pontuação dessa prova também conta para a classificação final.

 

Terceira fase do CACD:

 

Trata-se da etapa mais longa do concurso. São provas dissertativas com quatro questões cada. Nelas são cobradas as disciplinas Política Internacional, História do Brasil, Geografia, Noções de Direito e Noções de Economia. Ademais, na última edição do concurso essa fase também incluiu provas dissertativas de Francês e Espanhol.

 

Agora que sabemos mais um pouco sobre o CACD, podemos ver como cada matéria é abordada no certame. Vamos lá?

 

Matérias cobradas no Concurso da Diplomacia:

 

No molde atual, estas são as matérias cobradas pelo Concurso de Admissão à Carreira de Diplomata:

- Língua Portuguesa

- Língua Inglesa

- Língua Francesa

- Língua Espanhola

- Política Internacional

- História do Brasil

- História Mundial

- Geografia

- Noções de Direito e Direito Internacional Público

- Noções de Economia

 

Língua Portuguesa no CACD

 

É a primeira matéria na prova do TPS e uma das mais importantes de todo o concurso.

 

No TPS, dez questões (pouco menos de 14% do total) são dedicadas ao português. Aqui, os itens sempre abordam elementos de textos trazidos na prova, seja de interpretação, seja de gramática.

 

Português também consta na segunda fase. Nela, é preciso produzir uma redação sobre tema geral, de 600-650 palavras, além de dois exercícios de interpretação, cada um com 120-150 palavras;. Tudo deve ser feito em até cinco horas. A redação vale sessenta pontos, enquanto que cada exercício vale vinte, totalizando, assim, cem pontos. Entretanto, é eliminado do concurso o candidato que não conseguir somar um mínimo de sessenta pontos nessa prova.

 

Língua Inglesa no CACD

 

A prova de Língua Inglesa no TPS conta com nove questões (cerca de 12% da prova). Assim como em português, as questões têm como base textos diversos trazidos na prova e que requerem do candidato habilidades de interpretação e conhecimento da gramática inglesa.

 

A matéria também consta na segunda fase. Aqui, é preciso produzir:

- Uma tradução do inglês para o português, valendo vinte pontos.

- Uma tradução do português para o inglês, valendo quinze pontos.

- Um resumo, em inglês, de um texto em inglês.

- Uma redação sobre tema geral, em inglês, de 400-450 palavras.

 

Tudo isso deve ser feito em até cinco horas. Também existe um nota mínima: será eliminado da prova quem não obtiver, ao menos, cinquenta pontos.

 

Língua Francesa e Língua Espanhola no CACD

 

As matérias de francês e espanhol são “irmãs gêmeas”, pois são abordadas da mesma forma, em uma mesma prova. Elas são cobradas apenas na terceira fase. Em quatro horas, o(a) candidato(a) deve produzir:

- Um resumo, em francês, de um texto em francês.

- Um resumo, em espanhol, de um texto em espanhol.

- Uma tradução de um texto em português para o francês.

- Uma tradução de um texto em português para o espanhol.

 

Cada uma dessas atividades vale 25 pontos, totalizando cem pontos na prova.

 

Política Internacional no CACD

 

A matéria de Política Internacional (ou PI, para os íntimos) tem a maior quantidade de questões do TPS: doze, o que equivale a pouco mais de 16% da prova. As questões abordam tanto temas teóricos, como teoria das relações internacionais, quanto acontecimentos da atualidade (a negociação de paz entre as Coreias, por exemplo, é um tema quente para esse ano).

 

A matéria também consta na terceira fase. Aqui, é preciso produzir quatro questões discursivas sobre temas relacionados à matéria. As questões são assim distribuídas:

- Duas questões de trinta pontos, de noventa linhas.

- Duas questões de vinte pontos, de sessenta linhas.

 

Sim, recomenda-se deixar seu braço descansando no gelo após o término da prova.

 

História do Brasil no CACD

 

A matéria conta com onze questões TPS (15% do total). Aqui, vale tudo que aconteceu no Brasil, desde a assinatura de Tordesilhas até o início da década de 1990.

 

História do Brasil também conta com sua própria prova na terceira fase. O formato é o mesmo da prova de PI: quatro questões discursivas, duas de noventa linhas, duas de sessenta linhas.

 

História Mundial no CACD

 

A prova de HM também conta com onze questões no TPS. Conta com um recorte temporal um pouco menor. Diferentemente das demais matérias, é abordada exclusivamente na primeira fase.

 

Geografia no CACD

 

No TPS, a prova de Geografia conta com seis questões (ou 8% do total). Aspectos geográficos do mundo e do Brasil são abordados aqui, bem como preceitos teóricos da matéria.

 

Na terceira fase, a prova de Geografia também é formada por quatro questões discursivas sobre temas afins à matéria. Muda apenas a quantidade de linhas, em relação a PI e História do Brasil:

- Duas questões de sessenta linhas, valendo trinta pontos cada

- Duas questões de quarenta linhas, valendo vinte pontos cada

 

Noções de Direito e Direito Internacional Público

 

Essa prova mescla duas matérias em uma, totalizando seis questões no TPS. Aqui, aborda-se o Direito Interno brasileiro (mormente Direito Constitucional, Administrativo e Civil) e o Direito Internacional Público. Nos últimos anos, houve uma tendência de equilíbrio entre as duas na quantidade de questões.

 

A matéria também está na terceira fase. O formato é o mesmo da prova de Geografia: quatro questões discursivas, duas de sessenta linhas, duas de quarenta linhas.

 

Noções de Economia no CACD

 

A prova de Economia fecha o segundo turno do TPS, com oito questões (por volta de 11% do total). Microeconomia, Macroeconomia, Economia Internacional e História Econômica Brasileira são os macrotemas em que se divide a matéria.

 

Economia também está na terceira fase com sua própria prova. O modelo é o mesmo das provas de Direito e Geografia.

 

Não é pouca coisa, não é mesmo?

 

Mas o importante é não perder o foco. Inclusive, temos várias dicas para te ajudar nos estudos para o concurso e também uma Orientação Pedagógica Individual gratuita feita pelo nosso time de cuidados.  

 

Pós-aprovação no Concurso para Diplomata:

 

Muitas pessoa têm dúvidas em relação ao período após a aprovação no Concurso e o treinamento, então vamos lá...

 

O aprovado no Concurso de Admissão do Instituto Rio Branco entrará para a carreira diplomática como Terceiro-Secretário. Os cargos seguintes na carreira são: Segundo-Secretário, Primeiro-Secretário, Conselheiro, Ministro de Segunda Classe e Ministro de Primeira Classe (Embaixador).

 

Todos os diplomatas de carreira são servidores públicos. Têm, portanto, de ser aprovados no Concurso de Admissão, nomeados oficialmente, apresentar uma série de documentos exigidos por lei, submeter-se a exame psicotécnico e, por fim, tomar posse, em cerimônia solene que geralmente ocorre no Palácio do Itamaraty, em Brasília.

 

Curso de Formação no Instituto Rio Branco:

 

Durante o Curso de Formação, o candidato é preparado para tratar de uma série de temas relevantes para a agenda internacional do Brasil. Os jovens diplomatas estudarão temas que vão desde paz e segurança, normas de comércio e relações econômicas e financeiras até direitos humanos, meio ambiente, tráfico ilícito de drogas, fluxos migratórios, passando, naturalmente, por tudo o que diz respeito ao fortalecimento dos laços de amizade e cooperação do Brasil com seus múltiplos parceiros externos, tendo sempre como referência os interesses do país.

 

Agora… a maioria dos candidatos ou aspirantes sempre pensam: “eu estou pronto para encarar tudo que envolve o CACD?”

 

Começando a sua preparação do zero para o CACD

 

Bom, ninguém nasce preparado para nada, a caminhada e os desafios são grandes, mas a recompensa é maior ainda.

 

Começar uma preparação do zero exige, acima de tudo, que você entenda o concurso, tudo que ele vai exigir, a carreira e tudo que ela engloba. Ter a certeza que esse é o caminho que você quer seguir é imprescindível para ser perseverante e ter consistência.

 

Como fazer um planejamento de estudos efetivo:

Não existe receita de bolo para isso… o candidato precisa, primeiramente, se conhecer: entender qual o seu perfil de estudos e, a partir daí, montar um planejamento efetivo voltado para ele.

 

Mas vamos combinar que não adianta fazer tudo isso, estudar o perfil, fazer todo um plano de estudos, traçar estratégias e não ter disciplina. No início de toda preparação, o aluno sempre está com sangue nos olhos, mas, em alguns casos, a consistência nos estudos vai decaindo com o tempo, a hora que era separada para estudos fica para depois, o descanso aumenta e tudo que foi estudado vai simplesmente pelos ares!

 

Muita gente associa disciplina a forçar-se a fazer alguma coisa, muitas vezes algo que você não gosta. Isso acaba quebrando a motivação do estudante: afinal de contas, ninguém gosta de fazer algo só por obrigação! A jornada e o objetivo não estão separados: são as fases mais difíceis que vão te levar a realizar seu sonho (nesse caso, entrar no Itamaraty). Por isso a disciplina é importante.

 

Para fazer um planejamento, tudo começa com um olhar na sua rotina - quantas horas você tem livre por dia, quais são as suas atividades e obrigações diárias - para aí então saber quanto tempo disponível você terá para se dedicar aos estudos para o CACD.

 

Organize todos os seus horários de estudos em uma planilha de acordo com todas as matérias cobradas no Concurso e os horários que você tem disponíveis para isso. Por exemplo, se você trabalha em horário comercial, teria que estudar ou em horários noturnos ou pela manhã cedo, dependendo da sua rotina. E não se culpe se algo fugir do script: nem tudo na vida é previsível e ter disciplina também significa manter o pulso firme com aquilo que foge do seu controle.

 

Ser disciplinado é fazer o possível para que todas as fases do processo sejam utilizadas em favor do seu objetivo. Isso também inclui descansar! Afinal de contas, seu cérebro precisa de um tempo para fixar a informação que você estudou. Por isso, pequenos intervalos também fazem parte de uma rotina eficiente de estudos. Mas atenção: cuidado para não extrapolar, hein? E lembre-se que os intervalos são periódicos e não aleatórios.

 

Agora uma coisa importante: nenhum planejamento é perfeito, o que significa que precisa estar em constante avaliação. É preciso avaliar na semana como foi seu desempenho. O tempo utilizado em determinada matéria foi bem aproveitado? E quanto tempo você gastou com atividades não essenciais?

 

É possível que você vá melhorando em alguma matéria, o que te dê espaço para se dedicar para outra mais difícil. Tudo isso muda de estudante para estudante e você mesmo pode ter prioridades diferentes a depender do seu momento da preparação para o CACD. Daí a importância da reavaliação constante das suas prioridades de estudo.

 

É muito importante estudar de forma estratégica para otimizar o seu tempo e aumentar o aprendizado.

 

Mãos à obra!

 

Depois de todas essas dicas sobre o que é e o que faz um Diplomata, o Concurso de Admissão à Carreira de Diplomata e a preparação para ele… não tem desculpa!

 

Sabemos que a maioria dos candidatos ao Concurso do Itamaraty têm dificuldade em encontrar o curso mais indicado em cada etapa da preparação e conforme o seu perfil de aprendizagem e nível nos estudos.

 

Por isso, se depois de tudo que você leu agora, você decidir realmente agarrar com unhas e dentes o sonho da carreira diplomática, nós estamos aqui para ajudar! Nosso time de cuidados desenvolve um atendimento personalizado e exclusivo para candidatos que querem ter um direcionamento estratégico para não perder tempo e dinheiro nesta caminhada. Essa orientação é 100% à distância e gratuita! Para solicitar a sua, basta clicar aqui.

 

Ufa… então agora é a hora: mãos à obra!

 

Este artigo foi feito para ajudar a tirar suas dúvidas em relação à Carreira Diplomática e ao Concurso do Itamaraty :)

 

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Até a próxima!

 

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