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Coreia do Norte retoma testes de mísseis

Coreia do Norte retoma testes de mísseis

Conteúdo postado em 11/03/2020

Olá, futuros diplomatas!

 

Em outubro de 2019 o governo norte coreano já havia anunciado o fim das negociações de paz, mas agora, nesta segunda-feira, 9 de março, retomou os testes de mísseis, após três meses sem maiores tensões, reforçando o pedido dos EUA para a retomada das negociações. E se você está se preparando para o CACD é bom ficar atento em relação a evolução dessa questão. Vamos lá?

 

Desde os anos 1990, vários governos norte americanos tentaram negociar a paz e pôr fim à questão coreana. Só no governo Trump, porém, que algumas respostas positivas foram alcançadas. Na tentativa de convencer o ditador norte coreano Kim Jong Un a desistir do seu programa nuclear e negociar a paz possibilitou, em 2018, os encontros históricos entre os líderes dos Estados Unidos e das duas Coreias. Em contrapartida, o presidente norte americano e seu aliado sul coreano, Moon Jae-in, também foram criticados por ignorarem os abusos aos direitos humanos do regime autoritário no debate sobre as sanções econômicas. 

 

As Críticas alegam que as sanções mundiais defendidas pelos Estados Unidos só agravam a vulnerabilidade da população mais pobre da Coreia do Norte. No entanto, o caso é delicado, pois, por um lado, é inegável que a situação do povo norte coreano não pode ser ignorada, mas, por outro, não há muita alternativa às sanções econômicas. Uma intervenção maior, que dependeria da autorização do Conselho de Segurança das Nações Unidas, é uma decisão delicada (e que não seria alcançada de forma tão fácil com a China estando no conselho). 

 

A mesma controvérsia dificulta o posicionamento do brasil na questão, em caso de uma ação mais ofensiva contra o regime dito socialista. No Art. 4° da Constituição Federal, o respeito à soberania de um país, mesmo sendo um governo autoritário, é registrado como um dos princípios que guiam as relações internacionais do Brasil, assim como a defesa dos direitos humanos…

 

Chegar à Coreia do sul nem sempre é a realização de um sonho

 

A mídia está pipocando de matérias sobre os horrores cometidos no regime socialista coreano. E não há como negar nem maquiar esses fatos. Porém, também é fato que a Coreia do Norte é o único lar de muitos coreanos.

 

A Anistia internacional já havia relatado em 2010 a situação crítica da falta de investimentos em saúde no país, ou porção socialista do país, que, somado à rigidez do regime em obrigar a população a seguir uma orientação ideológica desde cedo, faz parecer a vida nos países “democráticos” uma mordomia (claro, levando em conta apenas a situação das camadas médias urbanas). 

 

Segundo o Ministério da Unificação, mais de 30 mil norte coreanos conseguiram fugir da pobreza, fome e repressão política desde o fim do conflito que durou de 1950 a 1953. Dentre esses números, há vários casos de sucesso, em que norte coreanos adaptaram-se e alcançaram boas condições de vida ao trabalhar na Coreia do Sul. Entretanto, infelizmente, há também relatos de discriminação, onde esses coreanos ainda são considerados estrangeiros indesejados. A história dramática da norte coreana Han Sung-ok contada pela BBC é a mesma de vários “korean defectors”, os desertores norte coreanos, que continuam sofrendo na Coreia do Sul, mesmo após ter conseguido escapar do regime autoritário. 

 

Os encontros entre o líder norte coreano, Kim Jong-un, e sul coreano, Moon Jae-in, em 2018 e 2019, reanimaram a esperança de vários desses “korean defectors” que gostariam de retornar à Coreia do Norte após terem sofrido com a discriminação e dificuldades econômicas, mas que têm o seu retorno proibido pelo governo sul coreano. Para eles, as melhores oportunidades que a Coreia do Sul tem a oferecer não substituem o sofrimento de estar longe de casa e de suas famílias.

 

A situação econômica e política da Coreia do Norte vai provavelmente continuar inspirando os mais corajosos, ou desesperados, a fazerem o perigoso trajeto em direção ao sul na esperança de encontrarem um lugar melhor, mas muitos que conseguirem chegar não encontrarão um novo lar. 

 

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Até a próxima!

 

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