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Dicionário de Economia para o CACD

Dicionário de Economia para o CACD: Armadilha da Liquidez

Dicionário de Economia para o CACD: Armadilha da Liquidez

Conteúdo postado em 26/07/2021

Olá, sapientes! 

 

O “economês” pode parecer uma língua complicada no começo, mas, na verdade, ela também pode ser bem intuitiva. Por exemplo, quando a gente fala em armadilha da liquidez, só pelo nome já é possível perceber que não é algo tão fácil de ser identificado na prática, já que é uma armadilha.

 

Por isso, vamos ver o que é essa tal armadilha da liquidez e qual é a importância dela para o momento atual!

 

Entendendo a Selic

 

Mas, antes de explicarmos esse verbete, precisamos entender como a taxa básica de juros, a Selic, funciona. Basicamente, a Selic é a base da política monetária, uma vez que a taxa de juros é o que guia os comportamentos de consumo e investimento dos agentes econômicos.

 

A cada 45 dias, o Copom (Comitê de Política Monetária) se reúne para definir qual será a meta da Selic, com o objetivo de estabelecer as condições necessárias para os planos orquestrados pelas autoridades monetárias. Além disso, a taxa de juros básica também é uma ferramenta usada para tentar manter a inflação dentro dos limites da meta. 

 

E por que isso acontece? Porque, ao aumentar os juros, em geral, é mais vantajoso reter o dinheiro do que usá-lo para o consumo imediato. Assim sendo, um aumento na Selic ajuda a controlar a inflação causada pelo alto nível de demanda do mercado. O contrário também é válido. O Copom pode decidir por uma meta de diminuição da Selic a fim de incentivar o consumo e o aquecimento da economia.

 

É aí que entra a Armadilha da Liquidez

 

A Armadilha da Liquidez é uma situação em que a taxa de juros encontra-se em um nível tão baixo que todo mundo acredita que não pode cair mais. E qual é a consequência disso? Os agentes econômicos e os consumidores em geral acabam retendo a moeda e diminuindo o consumo na intenção de proteger suas rendas, já que há uma forte expectativa de que logo os juros voltem a subir, o que nem sempre acontece da forma e no tempo esperado. A questão é que, mesmo com uma política de governo para aumentar a liquidez, isto é, a intensidade de circulação de dinheiro na economia, isso não acontece por conta das expectativas dos agentes econômicos.

 

Para quem estuda o modelo ISLMBP, já sabe que a curva LM em estado de armadilha de liquidez será totalmente horizontal, o que significa que a demanda por moeda é nesse estado infinitamente elástica e, assim, qualquer medida da política monetária não terá efeito algum sobre a renda, pois não tem capacidade de influenciar um aumento no consumo e, por consequência, um aquecimento na economia. 

 

Isso é o que pode acontecer em momentos de crise, quando o nível de atividade econômica diminui drasticamente e o desemprego aumenta. Mesmo com reduções na taxa de juros, a atividade econômica não é estimulada tanto porque há poucos recursos disponíveis em circulação (baixa liquidez), quanto porque, quem tem renda, decide retê-la devido à própria expectativa negativa sobre o mercado.

 

A situação da Selic no Brasil

 

No Brasil, historicamente, o Banco Central tende a manter a taxa Selic alta para desestimular o consumo e controlar a inflação. Porém, isso não foi o que aconteceu em agosto de 2020. Por conta da pandemia, da incerteza e do alto nível de desemprego, a Selic caiu para 2%a.a, menor valor até então registrado. Antes disso, a Selic tinha registrado uma baixa histórica de 7,25%a.a, em 2013 (para você ver como a queda foi crítica). Desde março deste ano, devido à retomada do consumo e da inflação, as metas de juros voltaram a subir, sendo a última, publicada no dia 17 de junho, de 4,25%a.a, significando uma saída de um período de armadilha da liquidez que durou, pelo menos, de junho do ano passado até março deste ano.

 

 

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Bons estudos!

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