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Dicionário de Economia para o CACD

Dicionário de economia para o CACD: hipótese das expectativas adaptativas e racionais

Dicionário de economia para o CACD: hipótese das expectativas adaptativas e racionais

Conteúdo postado em 27/09/2021

Olá, sapientes!

 

A hipótese das expectativas adaptativas e das expectativas racionais são duas abordagens concorrentes sobre como as expectativas das pessoas são formadas e como isso afeta a economia. Para entender isso melhor, a gente tem que levar em conta que os economistas em geral consideram que as expectativas dos agentes podem mudar os rumos da economia. Vamos ver como isso ocorre!

 

Hipótese das expectativas adaptativas

 

Para a hipótese das expectativas adaptativas, os agentes econômicos sempre vão considerar os erros e consequências do passado na formação de expectativas em relação ao futuro, sem levar em conta mudanças no contexto, o que pode gerar novos erros. Dessa forma, essa abordagem interpreta a curva de Phillips, que mostra o trade-off entre inflação e desemprego, levando em conta a inflação inercial. Sendo assim, os indivíduos estão sempre esperando que a inflação do passado contamine o futuro, gerando uma profecia autorrealizável. 

 

Para combater essa situação, é necessário situar a taxa de desemprego acima da taxa natural, com o objetivo de pressionar os trabalhadores a aceitarem menores reajustes salariais e os patrões a não aumentarem os preços, já que a demanda será contida como consequência do aumento do desemprego. Nesse processo, ocorre o que ficou conhecido como taxa de sacrifício, responsável por gradualmente diminuir a inflação e também por alterar as expectativas dos agentes sobre o futuro. 

 

Para ficar mais claro, essa tal taxa de sacrifício pode ser entendida como a perda de produto decorrente do combate à inflação, ou seja, tudo que foi deixado de ser produzido e ganho com o aumento do desemprego planejado pelo governo. Sendo assim, em um momento posterior, será mais fácil aumentar o emprego sem aumentar a inflação.

 

Nisso, a autoridade econômica que optar por essa estratégia de combate à inflação terá duas formas de colocá-la em prática: pela estratégia de choque, sacrificando todo o produto que tem de sacrificar para controlar a inflação de uma só vez, ou pela estratégia gradualista, ajustando a diminuição do produto ao longo do tempo.

 

Em alguns contextos, essa abordagem faz bastante sentido, né? No entanto, a ideia de que os agentes econômicos desconsideram informações do presente gerou várias críticas a essa abordagem analítica, por parecer algo irracional. Por isso, outra abordagem sobre a formação das expectativas foi criada, a hipótese das expectativas racionais. 

 

Hipótese das expectativas racionais

 

Ao considerar que todos os agentes econômicos têm acesso a todas as informações disponíveis, essa segunda abordagem introduz uma nova hipótese sobre a formação das expectativas. Na versão mais simples, a hipótese de expectativas racionais defende que os erros do passado não influenciam as expectativas do presente, sendo assim, erros sistemáticos, como a inflação inercial, não poderiam ocorrer. Já na versão mais complexa dessa teoria, considera-se que os agentes acertam na média o valor efetivo da variável previsto em suas expectativas. 

 

Mas que diferença isso faz para a análise da economia? 

 

Com expectativas racionais, mudanças na economia, como, por exemplo, a expansão monetária, já seriam esperadas pelos trabalhadores e outros agentes econômicos em geral. Assim, os trabalhadores contratados poderiam demandar uma cláusula de correção dos salários nominais no momento da contratação, para que, quando houvesse uma expansão monetária, os salários também fossem corrigidos nominalmente. 

 

O resultado disso, segundo essa teoria, é uma ineficácia total das políticas monetárias e fiscais. Elas não seriam capazes de gerar alterações no produto, somente mudanças nos preços. Consequentemente, a hipótese das expectativas racionais defende que qualquer choque perfeitamente antecipado não teria qualquer efeito sobre o produto, e que apenas choques não antecipados poderiam ter algum efeito.

 

Dessa forma, já podemos perceber como, a depender de como as expectativas são formadas, haverá uma interpretação diferente sobre os efeitos das políticas na economia. Por isso, é bastante importante ficar atento a esses detalhes nos estudos de macroeconomia, ok?

 

 

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