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Nomes de destaque da diplomacia brasileira

Nomes de destaque da diplomacia brasileira: Joaquim Nabuco

Nomes de destaque da diplomacia brasileira: Joaquim Nabuco

Conteúdo postado em 02/05/2022

Olá, sapientes!

 

Joaquim Nabuco (1849-1910) foi político, historiador, jurista, orador, jornalista e um dos mais destacados diplomatas que atuaram no Segundo Reinado e na Primeira República Brasileira. Sua carreira diplomática começou em 1870, quando foi nomeado adido de primeira classe em Londres. 

 

Pouco tempo depois, em 1876, foi nomeado pela Princesa Isabel (1846-1921) como adido diplomático em Washington. Lá, serviu até 1878, quando regressou ao Brasil para seguir carreira política, tendo sido eleito deputado pela primeira vez pela província de Pernambuco. 

 

Mas, a carreira política de Nabuco não se limitou à representação dos estados. Ele foi também um dos fundadores da Sociedade Brasileira Contra a Escravidão, em 1880. Chegou até a fazer campanha a favor da causa antiescravagista na Câmara dos Deputados, mas acabou sofrendo represálias tanto do partido conservador quanto do seu próprio partido liberal por conta disso, e não conseguiu ser reeleito no pleito de 1882.

 

Não podemos esquecer que, além de abolicionista, ele também foi um monarquista que passou anos defendendo o retorno da monarquia após a Proclamação da República. Com o novo sistema de governo, afastou-se da vida política e do serviço diplomático por alguns anos, mas logo retornou à ativa.

 

Já em 1901, a pedido do então presidente Campos Sales, passou a chefiar a legação brasileira em Londres e tornou-se o responsável por negociar a questão do Pirara e definir os limites entre o Brasil e a Guiana Inglesa.

 

Atenção! Esse fato histórico é um daqueles tópicos quentes do CACD, então, vale a pena estudar essa questão de forma mais detalhada.

 

Questão do Pirara (1829-1904)

 

Estava em disputa a posse do território que hoje se situa entre o estado de Roraima e a atual República Cooperativa da Guiana. Somado a isso, essa controvérsia envolveu a ocupação de território juridicamente reconhecido como brasileiro por missionários britânicos, conflito armado e neutralização da região.

 

Em 1898, a questão foi submetida ao arbitramento italiano e Joaquim Nabuco foi o indicado para se ocupar do pleito brasileiro. O rei italiano Vitório Emanuel III decidiu, em 1904, por uma resolução mais favorável para os ingleses, que ficaram com 60% da área pleiteada, mais do que foi considerado nas negociações diretas com o Brasil. 

 

O árbitro usou os mesmos princípios adotados para resolver a questão do Congo na Conferência de Berlim de 1885, estabelecendo a fronteira com base apenas em fatores geográficos. De acordo com essa mesma doutrina, a única maneira de ter a soberania sobre um território reconhecida seria pela ocupação efetiva do território. Se esse critério fosse levado em conta em todos os contextos, dois terços do território brasileiro naquele período, principalmente o Vale Amazônico, estariam sob o risco de dominação estrangeira.

 

Nesse sentido, Rubens Ricupero, na abertura do Seminário “Joaquim Nabuco, Embaixador do Brasil”, defendeu que o trabalho árduo de Nabuco gerou um resultado consideravelmente bom. O historiador afirmou que “levando em conta o diferencial de poder entre os dois países e a doutrina seguida pelo árbitro, foi quase um empate técnico”.

 

Ainda assim, a resposta do árbitro gerou diversas críticas para Nabuco, que acabou por mudar sua perspectiva sobre a Europa. Em uma de suas cartas, ele relatou que “em questões com a Inglaterra [...] um país fraco como o Brasil pode considerar-se vencedor, quando fica com a metade do que reclamava” (Revista Brasileira de Política Internacional, Brasília, Vol. 48, No. 2 (Dec. 2005): 111- 128. Cit. p. 11).

 

A partir desse episódio, Nabuco passou a considerar que o Brasil não tinha chances de competir com os europeus e manter seu território caso acontecessem novos conflitos. É principalmente a partir daí que Nabuco passa a entender que somente os EUA e a Doutrina Monroe poderiam proteger o Brasil contra pretensões imperialistas europeias.

 

Para mais detalhes sobre a Questão do Pirara, basta clicar aqui e conferir um artigo que o Blog Sapi preparou sobre o tema.

 

Americanismo na diplomacia da Primeira República 

 

Resolvida a questão do Pirara, Nabuco participou do estabelecimento do Americanismo na política externa feita pelo Barão do Rio Branco. Esse processo começou efetivamente com a elevação da representação diplomática do Brasil nos EUA ao nível de Embaixada, em 1905, quando Joaquim Nabuco foi nomeado para chefiar essa Embaixada, sendo considerado, oficialmente, o primeiro embaixador do Brasil nos EUA.

 

Paranhos e Nabuco concordavam sobre a necessidade de tornar os EUA uma prioridade para a diplomacia brasileira, mas tinham perspectivas diferentes sobre como isso deveria ser posto em prática. Para o Barão, a relação com os EUA deveria ser baseada em objetivos pragmáticos, relacionados com a agenda econômica e de segurança. Já Nabuco era um americanista mais ideológico, que convertia o discurso político do monroísmo de Theodore Roosevelt (1858-1919) em uma espécie de pan-americanismo.

 

De todos modos, a contribuição dos dois para a diplomacia e história brasileira é incalculável. 

 

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Bons estudos!

 

 

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