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A evolução dos Tigres Asiáticos

A evolução dos Tigres Asiáticos

Conteúdo postado em 17/12/2021

Olá, sapientes!

 

Os Tigres Asiáticos são compostos por duas Repúblicas, Cingapura e Coreia do Sul, e duas instituições sui generis subordinadas à China, Hong Kong e Taiwan. Os quatro foram batizados assim por conta da alta taxa de crescimento que tiveram na década de 1970. Agora, vamos entender melhor as origens desse processo e também como estão os Tigres Asiáticos hoje!

 

O perfil desses países foi transformado quando os governos decidiram investir na estratégia de IOE (Industrialização Orientada para Exportação), focando no desenvolvimento tecnológico e industrial. 

 

Mas o dinheiro para construir um parque industrial voltado para a exportação não cai do céu, né? O milagre econômico testemunhado pelos tigres asiáticos dependeu do investimento estrangeiro, principalmente dos EUA e do Japão. As duas potências econômicas foram movidas tanto pela disputa ideológica da Guerra Fria como também pelo baixo custo de instalar multinacionais nessas economias em ascensão. Nesse processo, velhas indústrias do Japão, altamente poluentes, aproveitaram esse movimento para realocar seus equipamentos, que se tornavam defasados para os padrões do país naquele momento.

 

Esse projeto de desenvolvimento asiático foi  semelhante ao que foi o milagre econômico no Brasil naquele mesmo período. O poder público dava suporte na construção de infraestrutura e o investimento estrangeiro direto focava no estabelecimento do parque industrial. A diferença é que, no Brasil, a industrialização era voltada para a substituição de importações, além do crescimento brasileiro ter afundado com os dois choques do petróleo. Outra diferença está no sucesso que os governos asiáticos tiveram com os investimentos maciços em educação e qualificação profissional (algo que o governo brasileiro até tentou, mas não foi tão satisfatório…), uma parte central da estratégia de desenvolvimento.

 

Novos tigres asiáticos

 

Nos início dos anos 2000, houve outra onda industrializante na ásia, tornando Malásia, Tailândia, Filipinas e Indonésia os Novos Tigres Asiáticos. Na Tailândia, por exemplo, o desempenho econômico dos últimos anos é mais do que o dobro da média mundial. Isso foi resultado do primeiro grupo ter decidido investir nos países vizinhos, tradicionalmente agrários, e em condição de subdesenvolvimento. No entanto, esse novo processo não foi tão expressivo quanto o primeiro.

 

Crise financeira asiática de 1997

 

Ao estudar esse tema, não podemos esquecer de falar da crise dos Tigre Asiáticos, não é mesmo? Essa crise se iniciou com o endividamento da Tailândia, que logo contaminou toda a região. O governo tailandês pretendia reequilibrar a balança comercial por meio da estratégia de desvalorização monetária. O problema esteve em Malásia, Indonésia, Filipinas e Coreia do Sul terem seguido o exemplo da Tailândia, o que se refletiu na queda de suas bolsas de valores. 

 

O resultado disso foi uma forte especulação financeira e enorme fuga de capitais. Consequentemente, houve uma forte perda de reservas internacionais, já que os governos gastaram as reservas na tentativa de defender o câmbio definido. Sem falar que problemas estruturais nas instituições financeiras domésticas criaram uma crise de confiança, o que significa dizer que buscar financiamento e apoio internacional seria um desafio muito maior que em tempos de normalidade.

 

E, assim, a crise estourou em julho de 1997, quando o governo tailandês anunciou que a moeda entraria no regime de câmbio flutuante. Imediatamente, a moeda tailandesa sofreu uma desvalorização de 15%. Não demoraria muito para o mesmo ocorrer nas Filipinas, Malásia e Indonésia - Estados que também não seriam capazes de controlar o câmbio de suas moedas por muito tempo.

 

O FMI organizou pacotes de ajuda financeira para evitar a contaminação mundial da crise, mas, ainda assim, a crise dos Tigres Asiáticos e das economias vizinhas impulsionou especulações financeiras em todo o mundo. O Brasil não foi uma exceção e acabou sofrendo uma crise em 1999, assim como a Rússia, em 1998, dentre outros países.

 

Qual é a situação dos Tigres Asiáticos atualmente?

 

Muitos jornais e analistas têm apontado, já há alguns anos, a Ásia como novo centro da economia global. A Ásia tem mostrado crescimento econômico maior e mais sustentável do que a economia dos países ocidentais, principalmente aqueles de industrialização antiga, que já apresentam uma população mais envelhecida. Assim, ao analisar o futuro financeiro do mundo, observar a Ásia como um todo é tão importante quanto estudar o crescimento da China ou da Índia isoladamente, e ainda mais relevante que acompanhar as decisões da Europa e dos Estados Unidos.

 

Os investimentos feitos nos anos 1960 e 1970 produziram as condições necessárias para os Tigres Asiáticos terem hoje um alto nível de inovação tecnológica, além de maior flexibilidade e agilidade na digitalização dos meios de pagamentos, da burocracia estatal e da comunicação, uma vez que não enfrentam as estruturas, regulamentações, hábitos e práticas existentes nos países de industrialização antiga. 

 

Atualmente, os Tigres Asiáticos apresentam um sólido mercado financeiro que atrai investidores do mundo inteiro. Hong Kong e Cingapura são polos financeiros conectados com as cadeias globais de valor, enquanto a Coreia do Sul e Taiwan são destaque na fabricação de componentes automotivos e eletrônicos e na tecnologia da informação. Fica claro, assim, que, depois da crise de 1997, as economias dos Tigres Asiáticos retomaram os rumos do crescimento até se tornarem as referências que são hoje.

 

E que tal conferirmos alguns pontos relevantes da atualidade de cada Tigre Asiático? 

 

Cingapura

Dados de Jan-Nov 2021

Superávit de 4.529,2 US$ Milhões

43º no Ranking de importações brasileiras

6º no Ranking de exportações

 

Principais exportações brasileiras: principalmente manufaturados, com óleo combustível de petróleo ou de minerais correspondendo a cerca de 65% das exportações, mas carnes de frango, suínos e bovinos também ocupam um papel importante nas exportações.

 

Principais importações brasileiras: inseticidas, rodenticidas, fungicidas, herbicidas, reguladores de crescimento para plantas, desinfetantes e semelhantes.

 

Terceiro maior PIB per capita em paridade de poder de compra do mundo e um dos maiores centros de exportações da Ásia, com o quinto maior porto global, Cingapura é a segunda economia mais livre do mundo, segundo o Banco Mundial, e é considerada também o país mais fácil de fazer negócios. O país ocupou, em 2020, o 12º lugar no ranking dos principais destinos das exportações brasileiras. Este ano, já passou para a 8ª posição, à frente de países como Alemanha e México.

 

Cingapura é um destaque por ter liderado o ranking da agência Bloomberg de resiliência contra a pandemia, ultrapassando a Nova Zelândia, que dominou a lista por meses. A diferença esteve na eficiência do programa de vacinação do Tigre Asiático. O Brasil, em comparação, apareceu durante 2020 como o pior lugar para se estar na pandemia entre 53 países avaliados.

 

É bom lembrar que as negociações para o acordo entre o Mercosul e Cingapura estão em fases finais e deve haver a assinatura em breve, assim como os acordos do Mercosul com o Canadá, Coreia do Sul e Líbano, que também estão em conclusão.

 

Taiwan

Dados de Jan-Nov 2021

Déficit de -1.196,8 US$ Milhões

17º no Ranking de Importações

40º no Ranking de Exportações

 

Principais exportações brasileiras: maior parte composta por soja, 42%, e milho, 15%.

 

Principais importações brasileiras: válvulas e tubos termiônicos, de cátodo frio ou fotocátodo, diodos, transistores, equipamentos de telecomunicações, incluindo peças e acessórios.

 

Um fato que todo ceacedista deve estar atento são as tensões entre esse Tigre Asiático e a China. Nesse sentido, uma das questões entre esses dois atores começou com o pedido de Taiwan para aderir ao Acordo Abrangente e Progressivo para uma Parceria Transpacífica (CPTPP, na sigla em inglês) quase uma semana depois de a China ter solicitado seu ingresso a este mesmo pacto. Por considerar Taiwan como seu próprio território, a China criticou o pedido da cidade-estado. Firmado por 11 países da região Ásia-Pacífico em 2018, incluindo México, Chile e Peru, este é o maior acordo de livre-comércio da região. Representa em torno de 13,5% da economia mundial.

 

Somado a isso, Taiwan também enfrenta tensões com a China devido à reeleição da presidente Tsai Ing-wen. Aeronaves militares chinesas têm sobrevoado a ilha Formosa como uma forma de pressionar Taipei, já que Beijing considera o governo da ilha subversivo. A presidente afirma que deseja apenas manter o status quo da questão “duas Chinas” e proteger a democracia durante seu governo.

 

Coreia do Sul

Dados de Jan-Nov 2021

Superávit 91,1 US$ Milhões

9º no Ranking de Importações

10º no Ranking de Exportações

 

Principais exportações brasileiras: óleos brutos de petróleo ou de minerais betuminosos, minério de ferro.

 

Principais importações brasileiras: válvulas e tubos termiônicos, de cátodo frio ou fotocátodo, diodos, transistores Partes e acessórios dos veículos automotivos.

 

Arrasado por causa da Guerra das Correias, que teve trégua em 1953, era um país muito atrás do Brasil no ranking global de desenvolvimento. A renda anual dos brasileiros era duas vezes maior que a dos coreanos nos anos 1960. O país sofria com poucos recursos econômicos, falta de matéria-prima, alta dependência de produtos importados e índices sociais muito ruins, como um número elevado de analfabetismo.

 

Hoje, em contrapartida, a Coreia do Sul, é um dos países mais modernos e com um dos sistemas mais integrados no processo de digitalização da burocracia. A participação das vendas por e-commerce, por exemplo, em relação ao varejo total, já é o dobro dos Estados Unidos, enquanto na China essa participação é três vezes superior à dos Estados Unidos. Em comparação com o Brasil, essa participação é quatro vezes superior.

 

Hong Kong

Dados de Jan-Nov 2021

Superávit 1.292 US$ Milhões

45º no Ranking de Importações

28º no Ranking de Exportações

 

Principais exportações brasileiras: 29% Carne bovina fresca, refrigerada ou congelada.

 

Principais importações brasileiras: Equipamentos de telecomunicações, incluindo peças e acessórios, Válvulas e tubos termiônicas, de cátodo frio ou fotocátodo, diodos, transistores.

 

Em maio deste ano, Hong Kong aprovou uma reforma do sistema eleitoral que consolidou domínio da China sobre seu território ao criar um órgão com poder para barrar candidaturas de opositores. Isso ocorreu mesmo à revelia das manifestações que vinham sendo recorrentes na cidade-estado desde, pelo menos, 2019, contrárias à interferência chinesa.

 

Para mais dados do comércio exterior brasileiro é só conferir no site do ComexVis.

 

 

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Bons estudos!

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