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Importância estratégica do estreito de Ormuz

Importância estratégica do estreito de Ormuz

Conteúdo postado em 01/04/2020

Olá, futuros diplomatas!

 

Desde o segundo semestre do ano passado até os primeiros meses de 2020 a tensão entre o Irã e os Estados Unidos sofreu grande escalada. Chamaram à atenção os ataques feitos pelo Irã a cargueiros comerciais britânicos e petroleiros sauditas. Nesse contexto, os Estados Unidos se colocam como responsáveis pela proteção da região e instalam uma base marítima no Bahrein. 

 

Não é de hoje que a região é disputada. Na coleção “O Brasil Colonial”, as historiadoras Carla Maria Carvalho de Almeida e Mônica Ribeiro de Oliveira explicam que o estreito fez parte do império português até o início do século XVII (período em que as outras nações começaram a contestar as possessões ultramarinas ibéricas), mas com apoio da Inglaterra, os persas conquistaram o território.

 

Em relação à atualidade, a região não deixou de ser palco de tensões e conflitos. Na guerra entre o Irã e o Iraque, em 1980, os dois Estados continuamente ameaçavam os petroleiros um do outro. Em 2010, um petroleiro japonês foi atacado no estreito por um grupo ligado à Al-Qaeda. No início de 2012, o Irã ameaçou interferir nos navios que viajavam pelo estreito em retaliação às sanções dos EUA e dos países europeus que visavam diminuir a exportação de petróleo iraniano no esforço ocidental para impedir Teerã de desenvolver armas nucleares. 

 

Não é de se surpreender que, como forma de evitar os conflitos na hidrovia problemática, a Arábia Saudita, em parceria com os Emirados Árabes, iniciaram o projeto para construir um novo oleoduto na região.

 

Por que o estreito de Ormuz está envolvido em tantos conflitos?

 

Localizado entre o Golfo Pérsico e o Golfo de Omã, o Estreito de Ormuz é a única porta de saída para o Oceano Índico da Arábia Saudita, Emirados Árabes, Iraque, entre outros países. A maior parte da produção de petróleo dos países da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) passa pelo estreito, já que por lá é escoada a produção de quatro dos maiores exportadores de petróleo: Arábia Saudita, Irã, Emirados Árabes Unidos e Kuwait. Sem falar no Catar, o maior exportador de gás natural liquefeito (GNL) do mundo, que também envia a maior parte do GNL pelo estreito. 

 

Segundo os dados do Fórum Econômico Global (WEF), 20,3 milhões de barris de petróleo por dia atravessaram o estreito em 2017, contabilizando cerca de um terço do comércio marítimo global de petróleo naquele ano. Enquanto que em 2018, 1,4 milhões de barris por dia passaram pelo estreito a caminho somente dos Estados Unidos, sem contar que mais de um quarto de todo o comércio global de gás natural liquefeito teve início no estreito naquele mesmo ano.

 

Com esses dados fica claro a importância estratégica do estreito de Ormuz para a economia global, não é mesmo? 

 

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Até a próxima!

 

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