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Nomes de destaque da diplomacia brasileira

Nomes de destaque da diplomacia brasileira: João Neves da Fontoura

Nomes de destaque da diplomacia brasileira: João Neves da Fontoura

Conteúdo postado em 28/03/2022

Olá, sapientes!

 

João Neves da Fontoura não é um dos nossos chanceleres mais conhecidos, talvez por ter sido ofuscado pelos presidentes que serviu. Por isso, o Blog Sapi vai falar sobre os pontos mais relevantes da gestão do ministro das Relações Exteriores dos governos de Eurico Gaspar Dutra e Getúlio Vargas. 

 

Antes de receber o comando do Itamaraty, Neves da Fontoura representou o Brasil em diversas ocasiões importantes. Marcou presença na Conferência de Havana de 1940 e foi nomeado embaixador em Portugal em 1943, permanecendo em Lisboa até a eleição de Dutra, quando o Estado Novo brasileiro chegou ao fim. 

 

Não podemos esquecer também que Neves da Fontoura foi eleito em 19 de março de 1936 para ocupar a cadeira 2 da Academia Brasileira de Letras, da qual tomou posse em 12 de junho de 1937. Essa cadeira tem por patrono Álvares de Azevedo, sucedendo Coelho Neto. O diplomata foi homenageado na ocasião por Fernando Magalhães. Sendo assim, alguma produção ou comentário dele pode aparecer na prova de portugues do CACD.

 

Atuação como Ministro das Relações Exteriores

 

Já em 1946, Dutra apontou Neves da Fontoura para se tornar ministro das Relações Exteriores. Nesta posição, o chanceler representou o país na Conferência de Paz de Paris, que colocou fim à Segunda Guerra Mundial. Além disso, pouco depois também chefiou a Delegação do Brasil na IX Conferência Internacional Americana, realizada pela Organização dos Estados Americanos de 30 de março a 1º de maio de 1948.

 

Em 1951, no segundo governo Vargas, foi nomeado novamente Ministro das Relações Exteriores, cargo que exerceu até 1953. Continuando na posição de chefe do Itamaraty, participou do I Congresso da União Latina, em 1951, da VII Assembléia Geral das Nações Unidas em 1952 e foi também, entre 1952 e 1953, presidente da Comissão de Exportações de Minerais Estratégicos.

 

Ainda em seu primeiro ano como chanceler de Vargas, Neves da Fontoura cumpriu um importante papel na IV Reunião de Consulta dos Chanceleres Americanos, onde defendeu a necessidade de promoção do desenvolvimento econômico como forma de evitar a influência comunistas no continente. No entanto, o governo de Harry Truman respondeu que a prioridade dos Estados Unidos naquele contexto era oferecer apoio militar e não apoio para o desenvolvimento. Não dá para negar que o chanceler influenciou o discurso de JK na Operação Pan-Americana, alguns anos depois.

 

Nesse governo, Neves da Fontoura foi um dos principais defensores da participação estrangeira na economia e da cooperação com os Estados Unidos. Foi esse chanceler que incentivou a assinatura do Tratado de Amizade e Consulta com Portugal, assinado em 16 de novembro de 1953, e também apoiou o pleito dos EUA para o Brasil enviar tropas para a operação de paz da ONU na Guerra da Coreia, que acabou sendo vetado por Vargas, sem esquecer que Fontoura também foi o principal defensor do Acordo Militar Brasil-Estados Unidos de 1952. No final, os feitos da gestão de Neves da Fontoura acabaram rendendo críticas da oposição, que afirmava que o chanceler servia de advogado dos interesses estrangeiros. 

 

Em 1953, o prestígio político do governo Vargas começava a apresentar sinais de declínio. O presidente resolveu, então, renovar o ministério, na tentativa de obter maior coesão e estabilidade política. Consequentemente, no dia 19 de junho de 1953, João Neves da Fontoura apresentou o seu pedido de demissão e foi substituído por Vicente Rao.

 

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