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Fatos Históricos

As revoltas mais importantes da Primeira República

As revoltas mais importantes da Primeira República

Conteúdo postado em 02/06/2021

Olá, sapientes!

 

Para ajudar os estudos enquanto esperamos pela 1ª fase do CACD, o Blog Sapi preparou um resumão das revoltas mais importantes da Primeira República. Vem com a gente porque esse é o tipo de coisa que todo ceacedista precisa saber, viu?

 

1896-1897 - Guerra de Canudos

Aconteceu na Bahia, sob a presidência de Prudente de Morais (1894-1898). 

 

Canudos foi um ajuntamento formado por Antônio Conselheiro para acolher a população oprimida no sertão da Bahia. O governo decidiu pela repressão da mobilização, pois Conselheiro havia formado uma comunidade que não era subordinada à República, sendo considerado um monarquista pelo Rio de Janeiro. Surpreendendo a todos, o arraial de Canudos conseguiu resistir a três expedições militares que visavam destruir a comunidade.

 

1904 - Revolta da Vacina

Aconteceu no Rio de Janeiro, sob a presidência de Rodrigues Alves, e o estopim foi a vacinação obrigatória no contexto de combate ao surto de varíola.

 

O governo havia proposto um projeto de combate às doenças a partir da urbanização do Rio de Janeiro na chamada reforma Pereira Passos. Porém, foram os mais pobres que sofreram com a demolição dos casebres e o aumento do custo de vida. A desconfiança em relação aos benefícios da vacinação também influenciaram a revolta, que foi estimulada pela oposição na tentativa de derrubar o governo de Rodrigues Alves. 

 

1910 - Revolta da Chibata

Aconteceu no Rio de Janeiro, sob a presidência de Hermes da Fonseca, e o estopim foi o aumento dos salários somente para os oficiais e não para os marinheiros.

 

A revolta era contra os baixos salários, as péssimas condições de trabalho e o código disciplinar que permitia castigos físicos que remontavam à época da escravidão. Como consequência da mobilização, os marinheiros revoltosos foram mortos, presos ou expulsos do serviço militar.

 

1912 - 1916 - Guerra do Contestado

Aconteceu na fronteira entre o Paraná e Santa Catarina, sob a presidência de Hermes da Fonseca e Venceslau Brás.

 

Contestado também foi um ajuntamento com história semelhante à de Canudos. Nesse caso, o estopim para essa mobilização popular foi a construção de uma estrada de ferro que ligaria São Paulo ao Rio Grande do Sul. Apesar de prometer o desenvolvimento da região, o empreendimento acabou expulsando a população rural de suas terras. Além disso, muitos trabalhadores foram levados para a região como mão de obra na construção da linha férrea, mas, ao final da construção, não receberam apoio para retornarem para seus lares. O resultado disso foi um ajuntamento de pessoas empobrecidas e desabrigadas. Sensibilizado pela situação da população, o monge José Maria de Santo Agostinho, sem autorização do governo, acabou formando uma comunidade para acolher aquelas pessoas. O governo, no entanto, considerou o ajuntamento como uma ameaça à recém-formada República e reprimiu a comunidade.

 

1917 - Greve geral 

Aconteceu em São Paulo, sob a presidência de Venceslau Brás, e o estopim foi a escassez de alimentos e inflação nos preços dos produtos básicos.

 

O Brasil é hoje o segundo maior exportador de alimentos do mundo, mas, até os anos 1960, o país era importador líquido de alimentos. Com a Primeira Guerra Mundial, as camadas médias urbanas sentiram o impacto da crise econômica e do fechamento dos mercados provocado pela guerra sistêmica. Consequentemente, os trabalhadores foram às ruas pedir por melhores condições de trabalho e aumento de salário. Após cinco dias de paralisação geral, os grevistas tiveram suas reivindicações atendidas.

 

Mas, atenção! Essa mobilização de  operários e comerciantes não teve nenhuma influência da revolução russa. Nesse momento, havia, no Brasil, uma forte influência anarcossindicalista. Já o apoio ao socialismo só se fortaleceu no Brasil com a fundação, em 1922, do Partido Comunista do Brasil, em um processo de declínio do anarcossindicalismo.

 

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Bons estudos!

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