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Dicionário de Sociologia para o CACD

Dicionário de sociologia para o CACD: algumas das principais correntes da história da economia

Dicionário de sociologia para o CACD: algumas das principais correntes da história da economia

Conteúdo postado em 27/08/2021

Olá, sapientes!

 

Vocês sabiam que história também aparece na prova de economia? Pois é! E, pensando em como combinar os estudos dessas duas matérias, o Blog Sapi preparou um resumão de história do pensamento econômico com os conceitos que os ceacedistas mais se deparam nos estudos. Sem mais enrolações, vamos nessa!

 

Três principais paradigmas econômicos:

 

Mercantilismo

Principal sistema econômico adotado na Europa do século XV ao XVIII, após a transição do Feudalismo para o modelo de Estado Nacional Moderno. O principal objetivo da economia era possibilitar o acúmulo de metais preciosos para equilibrar a balança comercial dos Estados e, para isso, havia a busca de dominar colônias e incentivar o desenvolvimento manufatureiro (colbertismo, que vai ser melhor explicado mais abaixo). O comércio ocorria principalmente em relações colonialistas, mas quando não tinha de enfrentar forte protecionismo para ser concretizado. Formou as bases para a Primeira Revolução Industrial, na segunda metade do séc. XVIII, quando o mercantilismo começa a ser substituído pelo capitalismo comercial.

 

Capitalismo 

O objetivo não é apenas acumular metais nem manter um equilíbrio na balança comercial, mas formular estratégias para aumentar o lucro. Surge com a Revolução Industrial e gera uma nova forma de gerar lucro, por meio de sistemas financeiros e especulação de investimentos.

 

Imperialismo

Ocorre principalmente na África e Ásia durante o final do Século XIX e início do século XVIII. Diferentemente do colonialismo, não é sobre o controle territorial, mas sim sobre a submissão econômica de um mercado. O imperialismo poderia ocorrer pela conquista territorial de colônia, pelo estabelecimento de protetorados (quando o governo local era mantido) ou áreas de influência (quando os Estados conseguiam vantagens comerciais por meio de tratados desiguais). A corrida pela expansão imperialista é apontada com uma das causas principais que levaram à Primeira Guerra Mundial.

 

Escolas de pensamento econômico

 

Colbertismo

Jean-Baptiste Colbert, Ministro das Finanças de Luís XIV, inspirou o surgimento do colbertismo ao destacar a importância da industrialização para a França mercantilista do século XVII. Para Colbert, era essencial para a proteção da balança comercial incentivar a produção manufatureira local. Ele estabeleceu guildas para regulamentar a produção têxtil e de vidros. Nisso tudo, o protecionismo e a reserva de mercado eram parte central do Colbertismo. É forte na França até a Revolução Francesa, quando fica claro que o protecionismo havia desincentivado o desenvolvimento francês, e deixado a produção do país ultrapassada em relação à da Inglaterra.

 

Fisiocracia

Sabe aquela famosa frase “Laissez faire, laissez passer"? Muitos usam ela para explicar o liberalismo clássico de Adam Smith, mas, na verdade, ela é atribuída ao fisiocrata Vincent de Gournay ao defender o “governo da Natureza”, isto é, sem a intervenção do Estado, a riqueza poderia ser conseguida a partir da exploração da terra. A fisiocracia surgiu na França da segunda metade do século XVIII, como uma reação ao Mercantilismo, que já dava sinais de esgotamento. Os principais pensadores fisiocratas são François Quesnay e Anne Robert Jacques Turgot.

 

Uma importante fisiocrata para a história do Brasil foi D. Maria I, a viradeira, que instituiu o alvará de 1785, proibindo a instalação de produções manufatureiras no Brasil. A rainha acreditava que essa medida impediria que a força de trabalho e os investimentos fossem "desperdiçados" em outras áreas, já que, para ela, era a agricultura e a exploração da terra que serviam como real fonte de riqueza.

 

Liberalismo clássico

Surgiu na Grã-Bretanha da segunda metade do século XVIII, em um contexto de Revolução Industrial e expansão do mercado financeiro. Assim como os fisiocratas, os liberais defendiam que as economias de mercado são autorreguladoras, mas com a diferença de que acreditam que a principal fonte de riqueza era o comércio de manufaturas. Vai ser basilar para a criação de teoria sobre a divisão internacional do trabalho, vantagens comparativas do comércio internacional, e da diminuição da importância da Coroa. Os principais nomes são Adam Smith, David Ricardo e John Stuart Mill.

 

Socialismo e Marxismo

Surge com as transformações  sociais, culturais e demográficas provocadas pela Segunda Revolução Industrial. Não entende o produto final como fonte de riqueza, mas sim o trabalho. Daí surgem as críticas à classe burguesa e à mais valia obtida com a exploração do trabalho.

 

Liberalismo Neoclássico

Ocorreu na Europa Ocidental e nos EUA nos últimos anos do século XIX e início do século XX. Foi uma forma de renovação do Liberalismo após a Primeira Guerra Mundial, focando principalmente na racionalização da administração, além da responsabilidade de garantir as liberdades individuais e promover a justiça social. Alguns dos principais nomes são Friedrich Hayek e John Bates Clark.

 

Keynesianismo

Foi uma resposta à Grande Depressão e à crise do liberalismo de 1929. Surgiu das ideias de John Maynard Keynes e Gunnar Myrdal ao defenderem que o crescimento econômico depende da demanda dos consumidores, enquanto os liberais clássicos defendiam que era a expansão da oferta de produtos que garantia o desenvolvimento. Essa escola é marcada pelas estratégias de política monetária e fiscal expansionistas com a finalidade de expandir a demanda e melhorar o bem-estar da sociedade.

 

Liberalismo contemporâneo ou Neoliberalismo

Teve períodos de fortalecimento e enfraquecimento, principalmente na América Latina, dependendo dos resultados de políticas keynesianas na economia. Surgiu de forma mais expressiva a partir dos anos 1950, nos Estados Unidos. Defende a privatização de empresas estatais, o combate a medidas protecionistas e a abertura para a entrada de empresas multinacionais, além do controle de gastos públicos e a menor interferência estatal em políticas monetárias e fiscais. Grandes representantes dessa corrente de pensamento são Milton Friedman e a Escola de Chicago.

 

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