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Nomes de destaque da diplomacia brasileira

Nomes de destaque da diplomacia brasileira: Lauro Müller

Nomes de destaque da diplomacia brasileira: Lauro Müller

Conteúdo postado em 06/12/2021

Olá, sapientes!

 

Antes de ingressar na carreira diplomática, Lauro Müller já vinha de uma carreira como parlamentar. Em fevereiro de 1912, foi nomeado ministro das Relações Exteriores pelo presidente Hermes da Fonseca (1910- 1914) para tornar-se sucessor do barão do Rio Branco, José Maria da Silva Paranhos Júnior, que foi posteriormente considerado patrono da diplomacia brasileira e que construiu grande prestígio durante seus anos no Itamaraty desde 1902. Uma grande responsabilidade para Muller, não é mesmo?

 

Marcos da atuação de Lauro Müller

 

Entre 1913 a 1917, Muller deu continuidade à política, de certa forma, americanista do barão, permanecendo como chanceler durante o governo Hermes e o início do governo de Venceslau Brás (1914-1918). Apesar do que alguns de seus críticos diziam na época, em diversos momentos, demonstrou interesse em acompanhar a posição norte-americana nas questões internacionais. Um dos sinais disso foi ter sido o primeiro chanceler brasileiro a viajar para o exterior em missão oficial, quando o local escolhido por Lauro Müller  foi Washington e outras cidades norte-americanas em junho de 1913. 

 

Em outro momento, ainda no começo de sua gestão, Müller pediu ao embaixador brasileiro em Washington, Domício da Gama, para consultar o Departamento de Estado dos Estados Unidos sobre um levante ocorrido no Paraguai, no que o diplomata respondeu que o Brasil não deveria subordinar suas decisões sobre o relacionamento com a América do sul à opinião do governo norte-americano.

 

Outro ponto em comum com o barão do Rio Branco foi o esforço de Müller para amenizar as tensões com a Argentina. Ele orientou o ex-presidente Campos Sales para, em 1912, visitar o país vizinho como ministro plenipotenciário do Brasil. Em retribuição, o ex-presidente argentino Julio Roca também foi nomeado ministro em missão especial no Rio de Janeiro naquele mesmo ano. 

 

Pacto ABC

 

Em meio às tentativas de melhorar o relacionamento do país com os vizinhos, o chanceler assinou o Pacto ABC, com a Argentina e o Chile. Esse acordo, creditado ao próprio barão do Rio Branco em seus últimos anos de vida, estabelecia que as controvérsias entre os países seriam resolvidas por uma comissão permanente que se reuniria em Montevidéu, evitando possíveis conflitos armados. No entanto, o Pacto não teve aprovação parlamentar no próprio país propositor, o Brasil. A opinião pública não era muito favorável à Argentina, já que o país mostrava-se, de certa forma, não tão favorável aos aliados, em um momento em que as tensões da Primeira Guerra Mundial começavam a ficar mais claras. Lembrando que os argentinos só  romperam a neutralidade um mês antes do fim da Segunda Guerra Mundial na Europa, em 27 de março de 1945.

 

Com o governo alemão declarando a guerra submarina total, em janeiro de 1917, a marinha alemã foi orientada a afundar todos os navios mercantes que mantivessem comércio com a Inglaterra, França e Itália. Müller protestou contra esse bloqueio marítimo, mas ainda manteve a neutralidade, enquanto os EUA romperam, de imediato, as relações com a Alemanha. 

 

Só em 11 de abril, o governo brasileiro rompeu relações com a Alemanha nazista, como resposta ao torpedeamento do vapor Paraná na costa francesa, além da pressão da forte campanha de solidariedade aos países aliados, liderada por Rui Barbosa. Poucos dias antes, o presidente norte-americano Woodrow Wilson havia posto fim à neutralidade e assinado a declaração de guerra. Naquele momento, Müller começou a ser acusado de germanófilo por defender a neutralidade brasileira, e sua ascendência germânica não facilitou sua situação no Itamaraty. 

 

Müller acabou renunciou ao ministério no dia 3 de maio, sendo sucedido por Nilo Peçanha. Em junho, o governo brasileiro seguiu os passos dos EUA e entrou na Primeira Guerra Mundial. 

 

 

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