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Nomes de destaque da diplomacia brasileira: Afonso Arinos de Melo Franco

Nomes de destaque da diplomacia brasileira: Afonso Arinos de Melo Franco

Olá, sapientes!

 

Vocês viram que as datas prováveis para a segunda e terceira fase do CACD já foram marcadas? É por isso que agora é o momento de continuar focando nos estudos e treinar bastante o modelo discursivo de resposta. E, para ajudar nessa etapa da preparação, o Blog Sapi vai começar a semana falando sobre um nome que aparece bastante nas questões discursivas do concurso: Afonso Arinos de Melo Franco!

 

Afonso Arinos vem de uma família de políticos e diplomatas de destaque. Seu pai, Afrânio de Melo Franco, representou o Brasil na Liga das Nações entre 1924 e 1926, além de também ter sido, durante os primeiros anos de Getúlio Vargas no poder (1930-1933), ministro das Relações Exteriores.

 

Apesar da gestão de Arinos ter sido curta, acompanhando o breve governo de Jânio Quadros, marcou a história da política externa brasileira ao romper com os paradigmas até então estabelecidos e começar a formulação de uma nova postura internacional para o Brasil.

 

Política Externa Independente

 

É Arinos que inaugura o período que ficou conhecido como PEI, da “política externa independente”, ao adotar uma postura mais autonomista, universalista e de distanciamento com as disputas “leste-oeste” da Guerra Fria. 

 

Seguindo esse preceito, durante a gestão de Arinos, o Brasil reconheceu o governo de Fidel Castro, em Cuba, e criticou, em nota oficial, a invasão dos Estados Unidos à Baía dos Porcos. Além disso, nesse mesmo ano de 1961, o Brasil restabelece relações diplomáticas com países do leste europeu (cuidado com a pegadinha! As relações com a União Soviética só são retomadas no governo João Goulart). É nesse contexto que a missão João Dantas, para o leste europeu, ocorre e a Comissão Especial de Coordenação do Comércio com o Leste Europeu, Coleste, é criada; ambas com o objetivo de alavancar o comércio com a região.

 

China passa a ser reconhecida como parceiro econômico em potencial

 

Em relação à China, o Brasil reconhece a China Continental como grande parceiro econômico em potencial. No entanto, esse reconhecimento apenas restabelece relações econômicas e não diplomáticas com o gigante asiático, que estava, naquele período, isolado até mesmo do bloco comunista, uma consequência do cisma sino-soviético, o que representa o autonomismo do Brasil.

 

Brásil X África

 

É nessa gestão, também, que o Brasil começa a reaproximação com a África, sinalizando esse objetivo ao condenar, de forma explícita, o colonialismo na África e na Ásia. Arinos foi o primeiro chanceler brasileiro a visitar a África, além de ter promovido a abertura de diversas novas embaixadas nesse continente e criar a divisão de África no Itamaraty, em meio às reformas para melhorar o funcionamento da instituição. Como parte dos esforços para aproximar o Brasil da África, Raymundo de Souza Dantas é nomeado, na gestão de Arinos, o primeiro embaixador negro do Brasil. Ele não era diplomata de carreira, e sim jornalista, mas contribuiu para dar certa imagem de representatividade às embaixadas na África.

 

Após Afonso Arinos, San Tiago Dantas e Araújo Castro também encabeçaram o Itamaraty, dando continuidade a essa política internacional mais independentista. Ao terminar a gestão à frente do MRE, Afonso Arinos chefiou a delegação brasileira para a Conferência do Desarmamento, em Genebra (1963). Pela segunda vez, voltou a exercer o posto de chanceler, porém, por poucos meses, durante o governo parlamentarista de João Goulart, do primeiro-ministro Francisco Brochado da Rocha (1963).

 

 

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Até a próxima!

 

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